Jornal Record 16 abril 2026
O Treinador no país das opiniões
Hoje vou falar de um treinador que conheci num curso da AF Bragança e que trilhou a pulso os nebulosos e enviesados caminhos do futebol português até se tornar campeão nacional da 1. ª Liga.
Num país onde a imbecilidade, a falta de educação e respeito, a ignorância, o atrevimento e a necessidade doentia de emitir opiniões (desde que haja um microfone, uma coluna num jornal e redes sociais) sobre o que se acredita que se sabe e, principalmente, sobre o que não se sabe, ganhou uma dimensão que para os mais distraídos pode parecer apenas opinião, mas na realidade é uma forma encapotada de destilar frustrações pessoais e inveja àqueles que têm sucesso e competência e não são subservientes.
Quero enviar um sentido abraço ao Treinador e ao Homem Rui Borges pela qualidade do seu trabalho e pela sublime inteligência de ignorar aqueles que se consideram donos da verdade (além de perceberem de tudo, têm a vertigem do querer ter sempre razão) em tudo o que escrevem e dizem (cada oportunidade em que miram um microfone permite conhecê-los melhor a eles e à sua franca estupidez, do que àqueles que eles visam nas suas alucinações opinativas).
Ser treinador será sempre um desafio incompreendido, de fácil análise e reduzido a um resultado que é só o reflexo de um desempenho naquele dia e naquele contexto.
Rui Quinta
Vice-Presidente da ANTF

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